24 dezembro 2017

O Pior Ano Da Minha Vida

O ano passado foi, definitivamente, o pior ano meu vivido até aqui. Após meu regresso de Coimbra e da Irlanda para o Brasil minha cabeça deu um nó e, usando como o dito permite, "pirou meu cabeção".

Voltei sem o fôlego matinal numa tarde escaldantemente quente de dezembro. O corpo, sofria todos os sintomas da nova adaptação que precisa enfrentar, do inverno ao inferno em um dia!

Fora a avalanche dos problemas de uma vida amontoada novamente em mim como se fosse a primeira vez, o desejo de sucumbir àquela cidade de Ribeirão Preto e voltar para a Europa era maior do que eu. Condições para isso? Impossível. Tentei jogar na mega sena...
Fracasso, frustração, esperança. Eu precisava sair daquele apartamento! Meu corpo deleitava-se em ataques de pânico como se aquilo fosse minha droga. Tudo me consumiu, todos os desejos. E minha mente lutava para não ser dominada por uma gama maléfica de pensamentos que não correspondiam a Deus. Eu precisava ser salva!

Sempre ouvi dizer que o cérebro bloqueia situações que nos abalam em extravagância. Eu não consigo lembrar ainda como foi o natal consequente a isso. Realmente eu não lembro de nada! Aliás, eu sempre odiei o Natal. Não sempre. Comecei a tomar asco depois que aquele a quem eu julgava ser meu heroi foi embora. Abandonou, adquiriu outra família como se não tivesse um passado. Trauma dessas datas comemorativas que iam para mais de onze anos...

Certo dia, enquanto meu corpo entravava em outro ataque de pânico, conheci alguém. A primeira vez que me mostrou sua foto com a filha mais nova, eu nem sei porquê, eu comecei a chorar como um rio nascente ao acordar. E chorava muito, pois algo tocou em mim, no íntimo da minha alma. Inexplicável! Pudera. Se algum juramento que fiz a mim mesma e fiz, pois eu precisava, foi: "sob nenhuma hipótese me relacionarei com alguém que tenha filhos". Enfrentei essa dor, essa situação, essa mesmíssima situação. E sempre a enfrentarei. Por conta disso, não posso desejar a nenhum filho de outrem, por mais que eu amasse, sofrer como eu. Era uma situação invertida. Um espelho da minha própria projeção.
Mas quando está escrito, somente está...

Ah, e sobre o Natal posso dizer que...
Certo dia, pelo telefone e por toda conexão inicial que a tecnologia nos trouxe (obrigada Google) eu ouvi "No próximo natal, quero que estejas aqui para montar a árvore comigo!"
Cuidado com aquilo que deseja!
Não será somente no próximo Natal, mas em todos! Não é mesmo, Pequeno Príncipe e senhora Raposa? "Tu te torna eternamente responsável por aquilo que cativas!

E o presente de natal que ajeitei embaixo da nossa árvore não está naquelas caixinhas com papel de presente e laços bonitos. Sou ansiosa por demais, lembra? Eu lhe entreguei a primeira vez quando o trenó da Google levou até sua chaminé, e foi quando eu disse-te que, simplesmente, eu te amava! E isso era tudo de mim.
...





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