13 maio 2016

Do lixo ao luxo em Dublin: a famosa rua das grifes

 10... 20... 30... cents. É o que temos para comprar o pão. Não me importo, eu só quero estar aqui. O que teremos para janta? pão de forma novamente? 0,69 cents, e é maravilhoso. 
Após sair do Tesco encontro amigos na rua, mas cada um toma seu próprio destino. Novamente, esqueci de levar a sacola de plástico ao supermercado, já que aqui os supermercados não dão. Carrego, então, tudo na minha bolsa azul e amarela da Kipling que me presenteei. Por 64,00 euros e após quinze anos desejando ter, o mini king kong gringo anda comigo por essas ruas. E é por causa disso que continuarei comendo pão de forma de 0,69 cents. Sorrio passando entre um arco-íris. Eu fiz minhas escolhas.

Perdida no centro de Dublin, pergunto a alguém onde o parque ficava. Ouço: "straight-up". Mas é virando à direita que me encontro. Suspiro. Lembro daquele filme com a Maryl Streep. Contemplo, de graça, umas das ruas mais caras do centro de Dublin, a Grafton Street. Lá estão a Louis Vuitton, a Channel, entre outras. Paro de fotografar. Vão me achar estranha.

                                                                                
Não e novidade dizer que a Grafton Street é a rua mais cara de Dublin, segundo apontam o comércio e os youtubers (não resisti rs). É incrível a quantidade de lojas dessa região, além disso, é um ponto turístico central da cidade. Enquanto no Brasil os preços dos produtos estão disponíveis na vitrine, na terra dos leprechauns é diferente. Não conseguimos visualizar os valores, é necessário entrar e se deleitar com as tentações salgadas, caso contrário, não é possível saber o preço.

Fiz muitas economias para chegar até Dublin e me manter. Assim como todos, ou a maioria, tive que fazer escolhas. Tinha prazer em comer pão de 0,69 cents, mesmo não aguentando mais, tomar água da torneira (o que é normal para eles), e me arriscar naqueles noodles estranhos de 0,30 (detestei). Dessa forma, pude poupar e aproveitar as oportunidades do momento. Quando eu era adolescente, era modismo ter uma bolsa da Kipling e carregar aquele macaco pendurado por onde se ia. Nunca consegui. Uma bolsa custava três vezes o que minha família podia pagar. Mas os arco-íris são mágicos. 
Naquelas lojas todas, os valores são muito inferiores aos do Brasil. A tão esperada macacada saiu por 64 euros com desconto fornecido pela loja e também pela minha condição de gringa (mostrei o passaporte e ganhei mais).

Carol Bianco não veste Prada, mas veste Penny's, e o verdadeiro luxo estava quando eu deitava naquela grama tão verde, contemplando aquilo que Deus fez.

Carol Bianco

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6 comentários

Lina Oliveira disse...

Estou viajando contigo, e adivinhando alguns termos que não conheço...rsrs

Carol Bianco disse...

Oi Lina, adoro seus comentários. Se vc tiver alguma dúvida, pode perguntar aqui. A internet nos proporciona um crescimento incrível e podemos conhecer várias coisas. Beijos

Diih Soria disse...

Adorei!!! Melhor post, do melhor blog hahahaha... Me sinto em Dublin também quando leio os seus posts!

Carol Bianco disse...

Ahh que lindo, o melhor comentário melhor blogueiro, do melhor designer!!! =)

Amanda Soldi disse...

Adorei sua forma de escrever, morro de vontade de me aventurar em um intercâmbio e ler seu blog está me dando mais forças.
Voltarei sempre agora heheh
Beijos,

Amanda
http://talesandtalks.blogspot.com.br/

Carol Bianco disse...

Oi Amanda, tudo bem? Obrigada por deixar seu recadinho aqui. Se meu post de dá forças para o intercâmbio, seu comentário me dá forças para continuar escrevendo. Olha, vc vai amar, disso eu tenho certeza. Se vc for de mente e coração abertos, não tem o que dar errado. É difícil e complicado, mas o prazer de se fazer aquilo tão sonhado supera tudo. Vou entrar no seu blog e te segur. Beijinhos
Carol