11 março 2016

Depressão pós intercâmbio

Hey folks, como vocês estão? Hoje quero falar para vocês sobre algo que ainda é dolorido em mim e que eu descobri existência na psicologia, e é a depressão pós intercâmbio. Os sintomas são os mesmos entre aqueles que viveram no exterior e que se apaixonaram, de alguma maneira, pelo país em que estavam.
Sei que alguns vão dizer que não devíamos comparar nada com o Brasil, mas as comparações são inevitáveis, tanto para a parte boa tanto quanto para a parte ruim. 

Vai fazer 3 meses que deixei a Europa e já sai de lá chorando, num profundo estado emocional abalado. Quando cheguei aqui no interior de São Paulo o primeiro choque foi o clima. Eu tinha saído do início de inverno e vim para o ápice do calor. Meu corpo não se adaptou. Tive fortes crises de desidratação. Durante uma semana vomitava, dor na barriga, caia a pressão toda hora. Tive que comprar um ar condicionado, mas mesmo assim não dava pra dormir. No final de 2 semanas o corpo foi se adaptando mais. Mas a realidade é que não há organismo que se adapte ao calor dessas cidades.. ao calor e a seca. Horrível. Ainda choro muito pela vida que deixei e a realidade parece misturada com o que deixei pra trás. Há uma recusa em mim em aceitar isso tudo de novo, pois eu amei aquilo e só queria estar lá. Foi alma gêmea.

O que temos que fazer é tentar aceitar a realidade do lugar em que estamos, ainda que doa. E se o amor foi tão grande pelo outro país, tentar voltar. Várias pessoas aconselham ficar relembrando e ficar vendo fotos, mas para mim não funciona, pois começo a chorar kkk.
Temos que ter alguma outra meta. Viajar, trabalhar, estudar. Programação, acho que é a palavra ideal.
Se alguém passou ou passa por isso, por favor, deixe nos comentário. Beijo a todos.

Carol Bianco





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4 comentários

Lina Oliveira disse...

Eu gosto de viajar mas também é bom voltar pra casa, mesmo que seja MUITO calor ou MUITO frio...Estou longe de casa há 1 ano e meio e tou com saudade, vou voltar qualquer hora...bj

Carol Bianco disse...

Olá Lina, imagino a saudade que vc está sentindo. Em qual país vc está? Mas pense que a cada dia aí é uma nova experiência e vai mudar sua vida, ainda que não pareça isso de imediato. tenho certeza. Beijos

ismardosreismagalhaes disse...

Conhecer um lugar bonito, organizado, sem violência, enfim com mais vantagens do que desvantagens em relação ao Brasil — se encontrar alguma brasileira, esforce-se que você encontrará —, deixa-nos com vontade de declarar o auto-exílio para sempre. Só não aconselho a tentar esquecer a penúltima flor do Lácio, essa é muito linda, quiçá o que de melhor que Cabral trouxe para estas plagas. Ah! e se o país tiver políticos de verdade ( aqueles que deveriam e administram a "polis"), aí que não temos vontade mesmo de utilizar o bilhete de retorno.

Carol Bianco disse...

Olá Ismar, acho que não é só pelas vantagens que o lugar traz, mas sabe quando vc encontra a alma gêmea do mundo ideal (aquele que Platão gostava) e, sabe-se lá porque na intimidade, se ama aquilo completamente. Comigo é assim, amor. Amor de poder ser quem eu sou sem cobranças, estilhaços ou conchavos, amor de poder admirar o que Deus fez em sua plenitude, amor de se realizar o sonho que sonhava. O Brasil nunca me aceitou, não nasci para esse país, infelizmente. O resto é adaptação. Obrigada por suas lindas palavras. Abração