16 fevereiro 2016

Diário de viagem #2: mala extraviada em Madrid. Chegada em Coimbra

   

Olá queridos, como vão indo? Vou continuar contando meu causo rsrs... Depois de finalmente ter conseguido chegar ao Porto, o que eu mais temia, aconteceu: a mala foi extraviada em Madrid! Percebi que minha mala roxa era a única que não chegava na esteira, entrei em pânico. A temperatura estava entre 3 e 4 graus, e aquela era a primeira vez que eu sentia frio na minha vida. Eu não tinha conseguido comprar roupas de frio para levar, pois aqui no interior é difícil de encontrar, só tem verão e estiagem. O que eu tinha de roupa estava na mala, mas eu nem sabia quando eu a pegaria de volta.

Me dirigi até a parte de reclamação de extravio de malas. Eu tremia de frio, estava completamente cansada físico e psicologicamente. Quando sentei e fiz a reclamação para o português que trabalhava lá, eu não entendia o que ele falava, não entendi o sotaque. Enfim... Fui embora para Coimbra de mãos abanando, literalmente. Quando sai do aeroporto, na mesma hora tive dor de garganta bem forte e comecei a ficar rouca... o vento gelado cortava a garganta. 

Peguei o trem e consegui chegar em Coimbra. Meu orientador me apanhou na estação e me deixou no hostel que eu havia pago por 4 dias. Esse hostel era um antigo convento, super enorme, e alugava quartos individualmente. Tinha bastante cobertores e aquecedor, então deu para aguentar. Eu fiz amizade com o pessoal de uma igreja evangélica, ainda no Brasil, pelo facebook, e umas das moças morava nesse hostel que, além de alugar quartos, era acomodação estudantil. A menina me esperou e, ufaaa... me recepcionou muito bem. Me levou a um shopping próximo para comprar alguma roupa, pois eu estava descalça e sem opções naquele lugar congelante. É difícil arrumar uma flip flop havaiana. E pagaria quase 200 reais por um? Tinha uma galera brasileira que morava na acomodação. Todos me receberam muitíssimo bem. Me convidaram para jantar, ligaram para o seguro para mim, me fizeram companhia... Cheguei de manhã em Coimbra, a mala apareceu meia noite.


Passado os 4 dias, consegui alugar um estúdio da Praça da República. Eu não conhecia o lugar e, durante o dia, tudo era calmo e tranquilo. À noite, as festas da universidade começavam. Portugal é assim. Você olha tudo ao redor e pensa que só tem casas, mas as baladas e tudo mais estão dentro dessas casas. Não há placas, nem indicações. Desse jeito, não deu para saber que eu não conseguiria dormir nem uma semana ali... As festas eram em frente a minha janela. 

Coimbra é tão histórico e tão lindo que as coisas ruins são abafadas pela felicidade de estar ali. A literatura, naquele momento, fez todo sentido para mim... foi totalmente personificada, incorporada.. foi incrível. Fiz amizades e nos divertimos muito. Apesar de não encontrar muitas opções para fazer, já que a cidade tem em torno de 100 mil habitantes, se reunir com os amigos matava o tempo e preenchia a distância... e isso é maravilhoso. Confesso que não morri de amores por Portugal. Os portugueses são pessoas extremamente da paz, eu nunca tinha visto isso. Chegam a dormir com a porta do carro aberta, não sobem nem o vidro. Os caixas eletrônicos são no meio da rua e sem proteção, não faz medo, não faz perigo. Gente de bem.. Mas são um tanto frios, comparados aos brasileiros, e muitas vezes fui discriminada no supermercado pelas senhorinhas portuguesas que ouviam meu sotaque brasileiro. Tratavam mal, às vezes empurravam.. um horror. Mas no geral, tudo ocorreu bem. Se eu voltaria para Portugal? Hum.. para passear... Acho Portugal romântico e saudoso. É bom ir de casal, honeymoon, baby...

Carol Bianco



  


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